Empresas e funcionários são alvos de operação contra tráfico internacional de drogas no Porto do Mucuripe
30/06/2026
(Foto: Reprodução) Receita Federal apreende 416kg de cocaína em contêiner no Porto do Mucuripe, em Fortaleza
A Polícia Federal realizou, nesta segunda-feira (30), a terceira fase da Operação Palma, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no Porto do Mucuripe, em Fortaleza. As investigações identificaram o envolvimento de três empresas e 14 funcionários e prestadores de serviços vinculados a empresas que atuam no porto, supostamente associados às atividades do grupo.
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A apuração policial também resultou na apreensão de veículos de luxo, dez armas de fogo, inclusive de grosso calibre, dinheiro em espécie e no bloqueio de contas bancárias que ultrapassam R$ 30 milhões.
A operação dá continuidade às investigações sobre a tentativa de envio de 435 quilos de cocaína para o exterior, caso identificado em fevereiro de 2025.
Ao todo, são cumpridos 20 mandados judiciais:
três de prisão preventiva;
cinco de prisão temporária;
12 de busca e apreensão.
De acordo com a PF, os elementos coletados apontam para a existência de um esquema estruturado voltado ao tráfico internacional de drogas, com indícios de utilização da estrutura portuária para viabilizar a exportação de entorpecentes e ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos.
Em nota, o Porto do Mucuripe informou que "mantém atuação permanente e integrada" com a Polícia Federal e outros órgãos para evitar o tráfico no local e adota medidas administrativas contra empresas suspeitas de envolvimento.
O Porto afirma ainda que investe na segurança do empreendimento, como a modernização do sistema de videomonitoramento.
Armas e veículos de luxo apreendidos
Tijolos de cocaína apreendidos pela Receita Federal no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, estavam escondidos e contêiner com carga de carnaúba.
Receita Federal/ Divulgação
As diligências realizadas ao longo da investigação também resultaram na apreensão de vários veículos de luxo, dez armas de fogo, inclusive de grosso calibre, além de valores em espécie.
Os investigados poderão responder pelos seguintes crimes: financiamento e integração de organização criminosa, tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, furto, corrupção ativa e passiva e uso de documento falso.
Ainda conforme a Polícia Federal, as investigações continuam para identificar outros envolvidos, aprofundar o rastreamento patrimonial do grupo criminoso e responsabilizar os criminosos.
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